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DOSSIÊ DE INCLUSÃO

Page history last edited by sheilamallmann@... 2 years, 9 months ago

DOSSIÊ DE INCLUSÃO

UNIDADE 7

 A partir dos estudos realizados sobre avaliação e principalmente da leitura do texto AVALIAÇÃO E INCLUSÃO ESCOLAR: DESAFIOS, CONFLITOS E POSSIBILIDADES de Ana Carolina Christofari e das experiências que tenho vivenciado a respeito da inclusão escolar;  pude compreender  que estamos enfrentando um desafio: sair do nosso lugar de acomodação e referência a fim de compreender e respeitar a especificidade de cada sujeito, a sua história de vida e o seu conhecimento prévio. Além disso, como a autora sugeriu  ao buscar pontos de interlocução entre avaliação da aprendizagem e inclusão escolar  encontrar uma maneira de utilizar os processos avaliativos como potencializadores das aprendizagens, como uma ferramenta pedagógica capaz de auxiliar na (re)construção de conhecimentos, escutar as vozes historicamente silenciadas e fazer emergir as potencialidades de cada sujeito.

Diante da heterogeneidade que caracteriza a sala de aula, uma das dificuldades encontradas é a de organizar e possibilitar uma prática pedagógica em que o professor consiga avaliar o aluno tendo-o como parâmetro de si mesmo. Esta tem sido a perspectiva orientadora referente aos processos de avaliação da aprendizagem em consonância com as propostas pedagógicas que visam à inclusão e, também, as propostas referentes aos Ciclos de Formação2.(Texto digitado)

 Nesse sentido é extremamente importante que se leve em consideração os avanços que o aluno fez em relação ao início do processo e às suas próprias limitações  a avaliação assume um caráter processual,  investigativo, diagnóstico e participativo, cujas informações são instrumentos de auxílio no redimensionamento das ações pedagógicas para melhor e intervir no processo de aprendizagem.

A autora ainda cita Hoffman (1999) que se refere à avaliação como possibilidade de uma ação mediadora, ou seja, afirma que a avaliação, na perspectiva construtivista, deve partir do fazer da criança com a intenção de entender os seus recursos para resolver os desafios propostos e intervir para que, a cada momento, ela reorganize suas hipóteses e tenha condições de ir aprimorando a construção de seus conhecimentos. Nesse sentido, a avaliação mediadora é aquela construída na interação, no diálogo entre professores e alunos transformando-os em participantes dos processos avaliativos e, portanto,parceiros na estruturação do olhar acerca da construção do conhecimento.

Em relação ao Estudo de Caso, a avaliação do aluno é feita através de parecer descritivo e tem como objetivo um diagnóstico e interlocução com o mesmo,  a fim de orientar o processo de construção do conhecimento . Confesso que temos dificuldades com o Vanderson, pois não demonstra motivação. As contradições em relação ao que foi observado nos estudos é que muitas vezes não basta o desejo e interesse do professor em ajudar o aluno, o que dificulta a construção do conhecimento e  avaliação do processo é a recusa do aluno em evoluir ,em participar das propostas.  Um exemplo disso,  ocorreui na disciplina de Ensino religioso, quando pensei em trabalhar com música, pois na maioria das vezes desperta o interesse dos alunos. Então propus a elaboração de um Rap que falasse sobre as coisas boas e ruins da escola e também o que poderíamos fazer pra transformar o que nos incomoda, mas ele  não se envolveu, não conseguiu se concentrar .Estamos cientes  que o Vanderson precisa de ajuda, a supervisora informou que a mãe está freqüentando o CAPS ,mas ele não está, a mãe falou que ele não respondia aos questionamentos e desistiu de freqüentar este serviço de apoio. Sem dúvida avaliar o Vanderson é um desafio, mas apesar destas dificuldades  estamos sempre buscando alternativas que contribuam para o desenvolvimento de suas habilidades e competências.

Portando, uma avaliação inclusiva pressupõe a interação do professor  com seus alunos a fim de compreender como eles estão construindo suas lógicas de pensamento. Desta forma o professor vai produzindo sua capacidade de mediar situações de aprendizagem, tornando-se aprendiz dos processos de desenvolvimento de seus alunos.

BIBLIOGRAFIA

CHISTOFARI, Ana Carolina. Avaliação e Inclusão Escolar: Desafios,Conflitos e possibilidades. Mestranda da linha de Pesquisa: Processos de Exclusão e Participação em Educação Especial, do Programa de Pósgraduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Professor orientador: Claudio Roberto Baptista.

HOFFMAN, Jussara Maria Lerch. Avaliação: Mito e Desafio: uma perspectiva construtivista. 26.ed. Porto Alegre: Mediação, 1999.

 

Comments (8)

lenise.pead@... said

at 7:02 pm on May 2, 2009

Sheila, gostei muito da tua atividade referente à Unidade 1: o texto está interatvo com o leitor, há o registro e a análise sobre as leituras realizadas.O relato de tua experiência com alunos com NEEs revela o teu envolvimento com a temática proposta nessa interdisciplina. Parabéns!!
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 7:10 pm on May 2, 2009

Muito bem, Sheila, na atividade referente à Unidade 2 apresentas mais uma vez a ligação da proposta de trabalho com as leituras solicitadas. O teu relato sobre a realidade em que atuas poderia estar mais enriquecido com dados mais precisos, "recheando" o teu dossiê de inclusão. Continue investindo nas pesquisas virtuais e na exposição do teu ponto de vista.
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 10:38 pm on May 24, 2009

Sheila, o teu texto referente aos atendimentos de apoio especializados refletem o teu envolvimento com a temática em estudo e evidenciam os movimentos de pesquisa realizados na realização dessa atividade. Parabéns!
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 10:39 pm on May 24, 2009

Estamos aguardando o teu trabalho referente ao estudo de caso.
Porfª Lenise

lenise.pead@... said

at 2:03 am on Jun 8, 2009

Sheila o teu estudo de caso é bastante vibrante e carregado de afirmações que precisamos refletir no seu conjunto. Quando te referes a violência do aluno e que julgas que o mesmo mereceria uma "suspensão" estás te referindo a principios de uma escola para todos que ja figuram na Constituição Brasileira de 1988 e que, posteriormente, foram referendados no Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990. Portanto, hoje, em 2009 não estamos mais em condições de julgar se o aluno deve ou não estar na Escola. A nossa discussão hoje é como podemos favorecer a sua aprendizagem buscando o seu sucesso escolar. Se o aluno não tem uma boa relação com a sua mãe e estavas fazendo um presente para o Dia das Mães, certamente isso suscitou o seu ódio. Estamos "mexendo" com as emoções de nossos alunos otempo todo e com as nossas também. Há muito para debatermos sobre o teu texto, Sheila. De qualquer forma o teu texto atende às expectativas de nossa interdisciplina.Vamos continuar pensando, lendo, discutindo!
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 7:08 pm on Jun 26, 2009

Parabéns, Sheila !
os textos referentes às Unidades 5 - Autismo e Unidade - 6 Deficiência Mental foram elaborados de uma forma clara e bem fundamentada. Apresentas coesão teórica e argumentação pessoal que evidencia o teu nível de reflexão teórica-prática, permitindo o encadeamento de ações no campo pedagógico em sintonia com os pressupostos de uma educação inclusiva.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 9:22 pm on Jul 5, 2009

Sheila M.:
Ainda deves construir um texto para atender as questões referente à Unidade 7 e, assim,, concluir o teu dossiê de inclusão.
São as seguintes:
12. Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
13. Quais as contradições em relação ao que foi observado?
14.Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?
15. Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
Estamos no aguardo.
Profª Lenise

Gi said

at 6:27 pm on Jul 28, 2009

Sheila M... Sabemos que para a construção de uma educação inclusiva, tal como é defendida, é necessário uma ação fundamentada pelo princípio da não segregação, ou seja, a inclusão de todos, quaisquer que sejam suas limitações e possibilidades individuais e sociais. Que não exclua educando algum, principalmente os portadores de deficiência. Nós professores, que somos agentes de mudança, devemos ter em mente, a responsabilidade social e participar decisivamente do esforço de inclusão, visto ser este o caminho definitivo para que deixemos de ser o país de maior riqueza e, ao mesmo tempo, das maiores injustiças sociais.O sentido especial da educação consiste no amor e no respeito ao outro, na busca para melhor favorecer o crescimento e desenvolvimento do outro. Teus relatos contemplam os objetivos deste eixo!
Para refletir:
“Certamente, um professor que engendra e participa da caminhada do saber "com"seus alunos consegue entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação (MANTOAN, 2003, p. 77).”
Um abraço, bom final de semestre e até o próximo! Gi


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